A entrevista do Budalocci ao Jornal Nacional não serviu pra nada. Ele não disse nada que ajudasse a resolver a crise. Manter Antonio Catilina Palocci no governo continua inexplicável.
Portanto, lá vai meu mantra: Quousque tandem, Palocci, abutere patientia nostra?"
Esse era o nome da primeira coluna que escrevi na minha vida profissional, com o pseudônimo de Thelonious (em homenagem ao pianista de jazz Thelonious Monk), na Tribuna de Santo Amaro, quando comecei no jornalismo, em 1975. Baralho a 4 é uma roda animada, onde se joga baralho e conversa fora. Vamos falar de música, de política, de futebol, da vida e do caralho a quatro. E sem essa de imparcialidade. Assim como os jornalões, Baralho a 4 tem opinião e posição!
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Tem até escritor na Academia
Excelente a matéria da Folha de São Paulo de sábado sobre a composição da Academia Brasileira de Letras. Eu acho uma bobagem essa Academia. Inútil, desimportante, totalmente dispensável. Mas há quem goste. Goste tanto, aliás, que se candidata a ocupar uma das suas cadeiras. A eleição do jornalista Merval Pereira, autor de dois livros que, na verdade, são colagens de colunas publicadas em jornais, reaviva a discussão sobre os requisitos para integrar a Casa. Lendo a relação dos atuais 40 imortais, a gente encontra políticos, como José Sarney e Marco Maciel, jornalistas, o cirurgião plástico Ivo Pitanguy e até mesmo escritores. Numa análise rigorosa, dos 40 acadêmicos encontrei apenas oito escritores de verdade: Alberto da Costa e Silva, autor do fantástico "A Enxada e a Lança", sobre a África, João Ubaldo, Lygia Fagundes Telles, Ana Maria Machado, Ariano Suassuna, Carlos Heitor Cony, Ledo Ivo e Nélida Piñon. É pouco. Muito pouco.
Não dá pra entender
Eu sempre me incomodei com o fechamento da entrada do Ceasa aos domingos, o que torna um inferno a vida de quem vai à Feira dos Importados. Nada justifica que aquela área pública seja fechada ao acesso de carros aos domingos, mesmo que os boxes do Ceasa não funcionem. Ficava muito irritado ao lembrar que a administração do Ceasa era privada e essa decisão representava a privatização de uma área pública. Ali é rua e o acesso a ela deve ser livre. A situação é mais grave, ainda, agora que o GDF retomou a administração do Ceasa. O estacionamento continua fechado aos domingos. Não há nada que justifique tal medida, até porque, ali, além do acesso à Feira dos Importados, existem agências bancárias e outros estabelecimentos comerciais. Mesmo com os boxes do Ceasa fechados aos domingos, fechar o acesso a uma área pública e ao estacionamento público, que alivia o congestionamento na Feira dos Importados, é um absurdo.
Realmente, não dá pra entender....
Realmente, não dá pra entender....
sexta-feira, 3 de junho de 2011
É Hoje!
O mundo vai parar hoje à noite para ouvir Buda Palocci explicar no Jornal Nacional como enriqueceu tanto em tão pouco tempo. De duas, uma: ou ele será tão convicente que vira garoto propaganda do Brasil Sem Miséria, ou vai continuar nos enganando, como tem feito até agora.
Cícero, Cícero, reencarne no Senado e brade: "Quousque tandem Palocci, abutere patientia nostra!"
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Quousque tandem.....
Os jornais de hoje deixam claro que a cada dia que passa piora a situação do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Catilina Palocci. A Folha de São Paulo, por exemplo, revela que a senadora Glesi Hoffmann(PT-PR), uma das mais aguerridas defensoras do governo Dilma no Congresso Nacional e esposa do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, do alto da sua elegância sugeriu, durante um almoço oferecido ao ex-presidente Lula, o afastamento de Palocci do cargo até que todas as suspeitas sobre o seu enriquecimento sejam definitivamente esclarecidas. Nota do Panorama Político de O Globo, informa que os senadores Pedro Simon(PS), Luiz Henrique(SC) e Cacildo Maldaner(SC), todos do PMDB, disseram que vão assinar o requerimento da CPI do Palocci. Sabe-se que o senador Roberto Requião(PR) também está disposto a assinar a CPI. O ex-governador Anthony Garotinho(PR-RJ) alardeia que tem um diamante de R$ 20 milhões nas mãos e que pretende usá-lo para chantagear o governo. Ou o governo faz o que ele quer - e olha que esse pessoal tem um apetite voraz - ou eles assinam a CPI do Palocci. Essa semana, o governador da Bahia, o petista Jacques Wagner e o senador Walter Pinheiro, também petista baiano, abriram a fila das declarações contra Palocci. Com jeitinho, mas contra.
Ou seja, não dá para entender a insistência do governo em manter Palocci no cargo. Essa teimosia está custando caro a Dilma, constrangendo os aliados, deixando o governo refém do PMDB e de outros partidos menores, e fazendo-o sangrar dia após dia, dando um sopro de vida à moribunda oposição tucana e demo.
Até porque, como bem definiu, com sua elegância absoluta, a senadora Gleisi Hoffmann, Buda Palocci compromete o governo por causa de seu enriquecimento, um projeto exclusivamente pessoal, bem diferente, por exemplo, do mensalão que era um projeto político e coletivo.
Não há articulação política que explique essa teimosia. Como disse, ontem, em seu blog, o jornalista Hélio Doyle, "aí tem coisa". Não há cientista político que consiga explicar essa atitude meio autista de Dilma e do próprio Buda Palocci.
Cada vez mais está na hora de Cícero, o velho senador romano, reencarnar no plenário do Senado e bradar sua Catilinária: Quousque tanden, Palocci, abutere patientia nostra!
Ou seja, não dá para entender a insistência do governo em manter Palocci no cargo. Essa teimosia está custando caro a Dilma, constrangendo os aliados, deixando o governo refém do PMDB e de outros partidos menores, e fazendo-o sangrar dia após dia, dando um sopro de vida à moribunda oposição tucana e demo.
Até porque, como bem definiu, com sua elegância absoluta, a senadora Gleisi Hoffmann, Buda Palocci compromete o governo por causa de seu enriquecimento, um projeto exclusivamente pessoal, bem diferente, por exemplo, do mensalão que era um projeto político e coletivo.
Não há articulação política que explique essa teimosia. Como disse, ontem, em seu blog, o jornalista Hélio Doyle, "aí tem coisa". Não há cientista político que consiga explicar essa atitude meio autista de Dilma e do próprio Buda Palocci.
Cada vez mais está na hora de Cícero, o velho senador romano, reencarnar no plenário do Senado e bradar sua Catilinária: Quousque tanden, Palocci, abutere patientia nostra!
terça-feira, 31 de maio de 2011
Cala a boca, Magda!
Nunca gostei do Lobão cantando. Falando, então, ele é uma lástima. A última do falastrão foi de doer. Segundo a Folha de São Paulo de hoje, o roqueiro, em palestra no Festival da Mantiqueira, no interior de São Paulo, entre aplausos e vaias, classificou a esquerda brasileira de “gente rancorosa e invejosa". Lobão afirmou que há “um excesso de vitimização na cultura brasileira... Essa tendência esquerdista vem da época da ditadura. Hoje, dão indenização para quem seqüestrou embaixadores e crucificam os torturadores que arrancaram umas unhazinhas".
Lobão não deveria falar sobre o que não sabe. Sua fala sobre os torturadores que "arrancaram umas unhazinhas" além de um desrespeito a todos os que lutaram contra a ditadura e foram barbaramente torturados, mostra bem a desinformação e a indigência mental dessa criatura. Ou então, é má fé mesmo. Surto agudo de reacionarismo.
Como dizia um antigo bordão da televisão: "Cala a boca, Magda"!
Lobão não deveria falar sobre o que não sabe. Sua fala sobre os torturadores que "arrancaram umas unhazinhas" além de um desrespeito a todos os que lutaram contra a ditadura e foram barbaramente torturados, mostra bem a desinformação e a indigência mental dessa criatura. Ou então, é má fé mesmo. Surto agudo de reacionarismo.
Como dizia um antigo bordão da televisão: "Cala a boca, Magda"!
Quousque tandem.....
O beato Antonio Palocci, aquele que multiplica o próprio patrimônio, continua dando trabalho ao governo da presidente Dilma, constrangendo parlamentares, aliados e militantes, e não conseguindo explicar o inexplicável. A situação é tão constrangedora que já começam a surgir, dentro do PT, vozes discordantes da blindagem absoluta de Palocci. O governador da Bahia, Jacques Wagner, foi o primeiro a insinuar que o caso Palocci é "estranho". Hoje é a vez do senador Walter Pinheiro, também da Bahia, dizer que a crise não é do governo, nem do PT, mas exclusivamente do próprio Palocci, "que já deveria ter fornecido as informações sobre seu rápido enriquecimento". As manifestações dos dois petistas baianos podem ser a senha para um movimento mais intenso pela saída, ainda que temporária, de Palocci do governo. Na verdade, a situação de Palocci fica cada dia mais complicada, complicando, de tabela, a situação do governo. Está passando da hora de surgir um Cícero e bradar aos quatro ventos: "Quousque tandem, Palocci, abutere patientia nostra?"
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