sexta-feira, 17 de junho de 2011

Bebê não viu a bola

Esse é o título da coluna de Fernando Calazans, no Globo de hoje, comentando a pífia partida do Neymala no jogo de quarta-feira contra o Peñarol, em Montevidéu. Ainda bem que existem jornalistas esportivos sérios, como o Calazans, para falar as coisas que a maioria da imprensa esportiva esconde. Calazans, que é da mesma escola de jornalismo esportivo de outros craques como José Trajano e Juca Kfouri, define com precisão o caráter de Neymala: "Neymar é um jogador de futebol profissional, e já ando um pouco farto de vê-lo dando cambalhotas no campo, e depois inventando que o juiz o está ameaçando de expulsão. Quem ameaça o Neymar de expulsão é ele próprio, com seu comportamento de "bebê mimado" e seu vício de estrelismo no campo com gestos que não sejam aqueles exatamente de jogar o bolão que ele joga".
Brilhante, preciso, cirúrgico e profético texto.
Já vi esse filme antes, aliás, na mesma Vila, com um tal de Robinho, cantado em prosa e verso quando surgiu e hoje um arremedo de jogador de futebol, que mais se parece com um artista de circo. Mambembe, por sinal.
Neymala será o próximo.
Escrevam.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Neymala amarelou!


Bastou um simples, justíssimo e merecido cartão amarelo por uma grotesca e ridícula simulação de falta para que Neymala, o queridinho da mídia, amarelasse definitivamente e fizesse uma partida pífia ontem em Montevidéu. Fosse Neymala o gênio da raça que dizem que ele é, teria chamado a responsabilidade para si e comandado o time da Baixada Santista. Mas, como é apenas um jogador acima da média, bom jogador, é verdade, mas não o gênio que acham que é e que ele acredita ser, Neymala sumiu do jogo e não fez nada. Os jornais de hoje, é claro, amenizam a ridícula atuação do seu queridinho. Neymala é a versão futebolística daquele comportamento muito bem definido por Chico Buarque: falam grosso com a Bolívia e fino com os Estados Unidos. No caso de Neymala, arrasam com o Naviariense, mas afinam com o Peñarol!
Agora é esperar a semana que vem no jogo da volta no Pacaembu. Mas, pelo andar da carruagem, Neymala vai amarelar de novo e a noite será preta e amarela. Dá-lhe Peñarol!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Vista assim do alto....

Sempre que viajo de avião, sento nas poltronas do corredor, mas hoje, voltando de São Paulo, num vôo lotado, acabei sentando na janelinha e, ao chegar em Brasília, levei um susto. A visão de Águas Claras, com seus espigões, é assustadora. Parece uma São Paulo incrustrada no Planalto Central. O contraste dos espigões com a placidez das outras cidades e do Plano Piloto chega a ser chocante. Hoje vi, do alto, o mal que a especulação imobiliária fez à nossa cidade. E, mais uma vez, fortaleci minha tese de que Brasília deve muito a dois ex-governadores: Elmo Serejo, por ter feito o Parque da Cidade; e José Aparecido, por ter lutado e conquistado o tombamento da cidade pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade. Não fossem essas duas coisas, a especulação imobiliária já teria transformado Brasília num inferno.

Trajano, cidadão da Paulicéia Desvairada


Nunca dei muita bola para esses títulos de cidadão honorário, mas a solenidade de entrega do título de Cidadão Paulistano ao jornalista José Trajano, diretor de jornalismo da ESPN-BRASIL, na noite de ontem, na Câmara Municipal de São Paulo, foi emocionante. Carioca, nascido no Meyer e criado na Tijuca, torcedor fervoroso do América, Trajano chegou em São Paulo em 1975 e adotou a Paulicéia Desvairada como a sua morada. Trajano é, sem dúvida nenhuma, o carioca mais paulistano do Brasil e a cara da Paulicéia Desvairada. Jornalista consagrado, irriquieto, intransigente com os princípios éticos e com a busca permanente da qualidade e da perfeição, Trajano é um exemplo para todos os jornalistas brasileiros, não só os esportivos. Convivi intensamente com ele de 1975 a 1977, quando mudei para Brasília, e guardo para sempre os exemplos de amizade, lealdade, firmeza, combatividade, irreverência, independência e dignidade pessoal e profissional que são marcas registradas de José Trajano. Ontem, ouvindo seus colegas de ESPN saudá-lo, tive a certeza de que Trajano é um mestre que está formando uma geração de jornalistas esportivos neste país que veio para ficar e para mostrar que há sim luz no fim desse túnel nebuloso em que se transformou o jornalismo esportivo brasileiro. Me orgulho muito de ter José Trajano como um amigo do peito, daqueles que nem o tempo, nem a distância, conseguem afastar. Os anos em que convivemos intensamente, inclusive dividindo a mesma casa, ficaram para sempre marcados em minha trajetória profissional e, acima de tudo, pessoal. Trajano é daquelas pessoas que quando entram nas nossas vidas ficam para sempre. Obrigado, Trajano, por me ensinar, na prática, que a utopia serve para que a gente nunca deixe de caminhar!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Adeus, Adãozinho!


O ex-jogador Adãozinho morreu na noite do último domingo, aos 59 anos.
Meia-esquerda do Corinthians entre 1971 e 1978, Adãozinho participou do elenco corintiano campeão paulista em 1977, título que encerrou um jejum de 23 anos sem conquistas do time do povo.
Mas seu maior feito aconteceu mesmo no seu quinto jogo com o manto sagrado do Timão, num clássico contra aquele time de verde, no dia 25 de abril de 1971.
Foi um jogo emocionante e é o meu jogo inesquecível.
Eu estava na arquibancada daquele lugar no Jardim Leonor que antigamente era um estádio de futebol e hoje é uma casa de shows. Era uma tarde fria, com a típica garoa paulistana. O time de verde estava arrasador no primeiro tempo e fez 2 a 0. O jogo parecia perdido. No intervalo, o técnico Francisco Sarno, do Timão, colocou o garoto Adãosinho, criado nas categorias de base, que mudou a cara do jogo. Mirandinha fez o primeiro gol do Timão. E aí aconteceu a cena mais emocionante que eu já vi num estádio de futebol. Aos 24 minutos, Adãosinho empatou. Foi dada a saída e aos 25 minutos Leivinha fez 3 a 2 pro time de verde. Foi dada nova saída e aos 26 minutos, Tião fez 3 a 3. Ou seja, 3 gols em 2 minutos, um atrás do outro. No finalzinho do jogo, Mirandinha marcou o gol da virada corinthiana - 4 a 3. Uma vitória heróica, épica, corinthiana, comandada pelo jovem Adãosinho, reserva de Rivelino.
Só isso bastava para que Adãozinho entrasse na galeria dos heróis da história corinthiana. Mas ele fez mais e integrou o elenco que conquistaria o história título de campeão paulista de 1977, e foi autor do passe para o primeiro gol de Palhinha, de nariz, na primeira partida das finais contra a Ponte Preta.
Valeu, Adãozinho. Obrigado por ter me permitido viver essa emoção. Descanse em paz.
Veja aqui os gols desse jogo inesquecível.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Palocci e o sigilo

A coluna Panorama Político de O Globo publica, hoje, uma nota contando uma piada que circula entre petistas, dizendo que Buda Palocci tem sérios problemas com o sigilo. Caiu do Ministério da Fazenda do governo Lula porque quebrou o sigilo bancário do caseiro. Agora cai da Casa Civil do governo Dilma porque manteve em sigilo os nomes dos clientes de sua fenomenal consultoria. Realmente, sigilo não combina com Palocci.

terça-feira, 7 de junho de 2011

O sapo e a princesa

Buda Palocci não resistiu e pediu pra sair. Pro seu lugar irá a charmosa senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). Saiu o sapo, entrou a princesa. Boa troca.